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Em 1924, Alves dos Reis começou a contactar pessoas para o seu golpe, prometendo colaborar com uma parte dos lucros aos cumplices, Alves dos Reis contratou um financeiro holandês, um espião alemão que tinha ligações com vários membros da diplomacia e José Bandeira, vigarista e irmão do embaixador de Haia, e outras pessoas para ajudar.
Depois de contratar os cumplices, Alves dos Reis fez-se passar por governador de Portugal e contratou uma empresa inglesa para imprimir Quinhentas e oitenta mil notas de quinhentos escudos, conseguindo falsificar uma chapa de notas, documentos e credenciais.
Em Fevereiro de 1925, a primeira encomenda das notas estava concluída, os cumplices de Alves dos Reis ajudaram que as notas entrassem em Portugal sem ninguém inspecionar, Alves dos Reis que tinha ficado com vinte e cinco por cento do dinheiro, utilizou o dinheiro para criar um banco e para obter o alvará para o banco, Alves dos Reis falsificou várias assinaturas.
Com o dinheiro falso, Alves dos Reis, investiu na bolsa de valores e no mercado de câmbios, comprou um palácio, três quintas e uma frota de taxi, tentou comprar o Diário de Notícias.
Ainda comprou joias, carros, Roupas e pagou estadias em hotéis do luxo para si e para os seus cumplices.
A compra da bolsa de valores foi para conseguir as ações para controlar o Banco de Portugal para cobrir as falsificações e abafar qualquer investigação.
Para controlar o Banco de Portugal, era preciso comprar 45000 ações e Alves dos Reis só tinha conseguido comprar 26000 ações.
Mas começaram a surgir rumores que andava a circular notas falsas em Portugal, mas as falsificações era muito bem feitas que os especialistas não encontraram nenhuma nota falsa.
Os jornalistas da época, começaram a suspeitar dos negócios pouco transparentes do banco de Alves dos Reis, por causa dos empréstimos com taxas de juros baixas e sem precisar de depósitos, a teoria dos jornalistas era que se tratava de uma tática alemã.
No dia 4 de Dezembro de 1925, um inspetor bancário foi mandado pelo Banco de Portugal para o Porto, para investigar depósitos de várias notas de quinhentos escudos novas, feita pelo banco de Alves dos Reis, depois de investigar as notas durante todo dia o inspetor conseguiu encontrar uma nota com o numero de série duplicado.
De imediato o investigador ordena que as agências bancárias, colocassem todas as suas notas por ordem de número de série para descobrir notas duplicadas, depois de algumas horas foi encontradas mais notas duplicadas.
Com essa descoberta, o património do Banco de Alves dos Reis foi confiscado, Alves dos Reis tentou fugir para Angola mas foi detido quando estava dentro do barco, nesse mesmo barco estava o espião alemão que conseguiu fugir sem ser apanhado, mais tarde os restantes cumplices foram detidos.
Durante o tempo que esteve à espera do julgamento, Alves dos Reis conseguiu enganar o juiz de instrução afirmando que a administração do Banco de Portugal estava implicada na fraude, falsificou documentos e tentou o suicídio.
Um ano depois, a mulher de Alves dos Reis foi detida, em causa estava as joias que Alves dos Reis deu, mais tarde foi condenada a pagar 5000 contos.
Alves dos Reis foi condenado a 20 anos de prisão, oito anos de prisão e doze de exilio, ou então 25 anos de exilio, Alves dos Reis preferiu os 20 anos de prisão.
Em 1945, Alves dos Reis saiu da prisão, um banco ofereceu um lugar para empregado bancário, mas Alves dos Reis recusou.
Em 1952, Alves dos Reis foi a um negociante de Lisboa e prometeu 6400 arrobas de café angolano, confiando em Alves dos Reis, o negociante cedeu 60000 escudos, mas esse café não chegou, então o negociante fez queixa à polícia e com a descrição chegaram à conclusão que era Alves dos Reis, chegou a ser condenado mas antes de cumprir a pena, Alves dos Reis teve um enfarte e acabou por morrer.
A minha opinião sobre o caso é que a justiça foi muito branda com Alves dos Reis e se fosse mais dura Alves dos Reis não cometia mais crimes de burla.
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