História de Natal - Um desejo de Natal - Ep. 2 "A procura"



Luís dirigiu-se para a Alma de Nino e dirigiu-se para a sala da diretora e quando a diretora deu autorização para entrar no gabinete, esta perguntou:
- Senhor Luís, há algum problema com o dinheiro que doou?
- Não, é outro problema.
- Eu ouvi que o senhor fez alguns curativos no João Filipe, mas ele fez alguma asneira?
- Não, mas ele deixou esta carta na maca que eu fiz os curativos.
- Posso ver - a diretora pegou a carta, depois a leu e disse - este é o desejo da maioria das crianças, pobre criança.
- Eu vou ajudar essa criança.
- Tudo bem, mas será um caso complicado.
- São faz mal, o que preciso saber de informações da criança?
- Bem, ele chegou a esta instituição com 2 anos, antes disso ele estava na instituição Viva a Criança, uma instituição que declarou falência, e nos ficamos com as crianças e empregados.
- Existe alguma empregada a trabalhar aqui, que trabalhou na instituição?
- Não, mas tenho aqui a morada de uma senhora que trabalhou na Viva a Criança e aqui - a diretora escreveu a morada num cartão e deu a Luís - quando chegar a esta morada o senhor vai procurar pela senhora Dolores, ela irá dar mais informações.
- Tudo bem, só queria pedir-lhe um favor, se não encontrar os pais da criança, no natal o João passe o natal comigo, pode ser?
- Pode, espero que tenha sucesso na procura dos pais.
- Onde está o João?
- Está lá fora com o Senhor Tino, um sem abrigo que é muito amigo de João.
Luís despediu-se da diretora e foi ao encontro de João e Tino.
- Boa tarde, então João não me queres apresentar o teu amigo?
- Senhor Luís este é o meu amigo Ti Tino.
- Então Senhor Tino, está tudo bem.
- Sim - disse Tino.
- João, podes ir para dentro que eu quero falar com o Senhor Tino.
- Sim - disse João correndo para a instituição.
- Senhor Tino, sabe da carta de natal que o João pediu ao Pai Natal?
- Sim até fui eu que escrevi.
- Quero que prepare a criança para o dia de natal, se encontrar a família.
- Eu preparo-o.
- Agora vou procurar a família.
- Tenha boa sorte, rapaz.
Na manhã do dia seguinte Luís foi a casa de Dolores, depois de bater à porta, uma senhora veio atender.
- A senhora é que é a dona Dolores?
- Sou sim, o que deseja?
- A senhora trabalhou na instituição Viva a Criança?
- Trabalhei.
- A senhora conheceu uma criança chamada João Filipe.
- Conheço, sim até fui eu que lhe dei o nome.
- O que sabe sobre ele?
- Ele foi entregue à instituição pelo avô materno, quando o João era um recém nascido, depois disso foi para a instituição Alma de Nino, depois disso não sei de mais informações.
- Por acaso sabe alguma informação sobre a família.
- A única coisa que se sabe, é que o avô era um homem rico que vivia na Avenida do Marechal Gomes da Costa.
- Já foi uma ajuda.
- Agora me lembro, o nome do avô do João era António da Silva Adelino, para já não tenho mais informações.
- Muito obrigado, isso já foi uma grande ajuda.
Luís dirigiu para a Avenida do Marechal Gomes da Costa e perguntou onde vivia o António da Silva Adelino, uma pessoa indicou a casa que Adelino vivia.
Na casa, Luís tocou a campainha e apareceu um homem, Luís perguntou:
- Senhor António da Silva Adelino?
- Não, e nem conheço essa pessoa.
- Um senhor indicou-me que o senhor António morava aqui e eu vim ver.
- Não esse senhor deveria ser o antigo dono desta casa.
- O que sabe do antigo dono desta casa?
- Não sei nada, mas há uma pessoa que deve saber, que é a pessoa do banco que me recomendou a casa.
O homem deu as instruções da localização do banco e da pessoa que recomendou a casa e Luís foi a correr para o banco, e dirigiu-se para o banqueiro.
- Boa dia, o que posso ajudar - perguntou o banqueiro.
- O senhor conhece ou conheceu o senhor António da Silva Adelino.
- Conhecia, sim.
- O que sabe sobre ele?
- Sei que à cinco anos atrás, a mulher e a filha dele deixaram-no porque ele estava a gastar dinheiro a jogar em casinos e devido às dividas ao banco, nós ficamos com a casa e a partir dai ouvi que ele saiu do país com vergonha.
- E o que sabe da filha dele?
- Deixe-me ver os dados dele - disse o banqueiro ao ir à ficha de António - a filha chama-se Liliana Adelino e ela tem muitos movimentos na zona da baixa do Porto.
- Não tem uma fotografia da Liliana.
- Tenho só do cartão de cidadão - disse o banqueiro amostrando a fotocópia.
- Foi uma excelente ajuda - disse Luís agradecendo.
Luís saiu do banco, pegou na carteira e na carteira estava a fotografia de Liliana e dirigiu-se para a baixa.


Continua…


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