Personalidades - Amália Rodrigues


Hoje falaremos de uma mulher considerada um ícone de Portugal em todo o mundo, uma figura que levou o nome de Portugal ao mundo, falaremos da pessoa que é considerada pelos portugueses como Rainha do Fado, hoje falaremos de Amália Rodrigues.
Amália Rodrigues nasceu em Lisboa, no dia 1 de Julho de 1920, filha de Albertino Jesus Rodrigues e de Lucinda Piedade Rebordão.
Um ano depois, sem conseguir conseguir trabalho, a família regressa ao Fundão, mas Amália fica na capital com os avós maternos.
Amália começou a mostrar a sua faceta de cantora bem cedo, o avô e os vizinhos ficaram encantados com a voz da criança e começam a pedir para cantar para eles.
Aos 9 anos, Amália começou a estudar, mas três anos depois, Amália interrompe os estudos para começar a trabalhar como bordadeira.
Aos 14 anos, os pais regressam a Lisboa e Amália vai viver com eles, para ajudar em casa para além de bordadeira, vai trabalhar como engomadeira e tarefeira.


Aos 15 anos, Amália começa a trabalhar como vendedora de frutas, no Cais da Rocha, as pessoas ficavam encantadas com a voz de Amália e é convidada para fazer parte da Marcha de Alcântara, nas festividades de Santo António, ela aceita, o ensaiador da marcha tenta convencer Amália a participar num concurso de talentos mas esta rejeita.
Em 1939, Amália começa a cantar na casa de fados, o Retiro da Severa, na altura era a casa de fado mais famosa do país.
Em 1940, Amália Rodrigues casa-se com o guitarrista amador Francisco da Cruz e nesse mesmo ano entra na área da representação, na peça de revista Ora Vai Tu, nesse meio conhece Frederico Valério a pessoa que viria a tornar-se compositor de muitas dos seus fados.
Em 1943, Amália pede o divórcio, nesse mesmo ano, Amália é convidada pelo embaixador Pedro Teotónio Pereira a atuar pela primeira vez fora de Portugal, atuando em Madrid.
Em 1944, Amália atua na opereta Rosa Cantadeira onde canta o Fado Ciúme.
Nesse mesmo ano, Amália é contratada para atuar durante quatro semanas, no Rio de Janeiro, no Casino Copacabana, mas devido ao sucesso da atuação, o contrato estende-se para quatro meses, é nessa altura compõe um dos seus melhores fados, a musica Ai Mouraria, e começa a gravar discos e chamar atenção de Hollywood.
Em 1947, Amália Rodrigues estreia-se no cinema, nos filmes Capas Negras e Fado, História de uma Cantadeira, nesse mesmo ano canta pela primeira vez em Paris e em Londres.
Em 1950, a sua carreira internacional aumenta, cantando em Trieste, Roma, Berna e Dublin e regressa a Paris.
Em 1952, Amália canta pela primeira vez nos Estados Unidos, cantando em Nova Iorque, nesse mesmo ano, Amália estreia-se na televisão, convidada a cantar num programa da NBC, nessa altura grava um disco de fado e flamenco.


Em 1954, no Estados Unidos, o disco de fado e flamenco é editado para LP, que era o seu primeiro LP, que posteriormente seria editado em França e Inglaterra.
A partir daí Amália começa a cantar poemas de Camões e Bocage e poemas de alguns poetas conhecidos que escreviam para ela.
Em 1961, Amália Rodrigues volta-se a casar com o engenheiro luso-brasileiro César Henrique de Moura de Seabra Rangel.
Em 1962, Amália Rodrigues enfrenta a sua primeira e única censura do regime, por causa do título do seu novo fado que era o Fado de Peniche.
Foi nessa altura que para evitar problemas com o regime, alterou a letra e o título do poema Mãe Preta para Barco Negro.
Em 1966 e em 1968, Amália Rodrigues volta aos Estados Unidos, cantando em Nova Iorque e Los Angeles.
Em 1970, Amália Rodrigues edita o disco Com Que Voz e em 1974 grava o disco Encontro.
Em 1976, Amália Rodrigues lança o discos Amália no Canecão e Cantigas da Boa Gente, no ano seguinte, lança O Fandangueiro e Cantigas numa língua antiga.
Em 1980, lança o disco gostava de Ser quem era.


Em 1982, Carlos Paião escreve duas músicas para Amália, Senhor Extraterrestre e Maxi-single, nesse mesmo ano, edita o álbum Amália Fado.
Nos anos seguintes edita os Álbuns Lágrima e Amália na Broadway.
Em 1985, lança a coletânea O Melhor de Amália: Uma estranha forma de vida, mas o sucesso foi grande que nesse mesmo ano lança um novo volume O Melhor de Amália vol. 2: Tudo isto é fado.
Em 1997,  é editado o disco Segredo, que traz musicas realizadas entre 1965 a 1975.
Em 1998, durante a EXPO 98, Amália Rodrigues recebe uma homenagem nacional.
Em Abril de 1999, Amália é condecorada na Cinemateca Francesa, em Paris.
No dia 6 de Outubro de 1999, Amália Rodrigues morre subitamente em casa ao início da manhã, poucas horas depois de ter voltado da sua casa de férias na costa alentejana.
Foi decretado pelo governo, três dias de luto nacional, Amália Rodrigues foi sepultada no Cemitério dos Prazeres e no dia 8 de Julho de 2001, o corpo de Amália foi trasladado para o Panteão Nacional, sendo a primeira mulher a receber honras de Panteão Nacional.

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