Personalidades - D. Pedro I


Hoje falaremos de um rei que foi considerado por muitos o Justiceiro e por outros como o cruel, um rei que foi conhecido por viver uma grande história de amor, que acabou em tragédia, hoje falaremos do rei D. Pedro I.
D. Pedro nasceu em Coimbra, do dia 18 de Abri de 1320, filho do futuro rei D. Afonso IV e de Beatriz de Castela, D. Pedro era o quarto filho do futuro rei, os herdeiros do futuro rei morreram antes do nascimento de D. Pedro.
D. Pedro era herdeiro do reino de Portugal e D. Afonso IV, rei de Portugal, por interesse, o rei casou o seu filho com Constança Manuel.
Constança Manuel já tinha sido casada com Afonso XI de Castela e ele não queria que ela saísse de Castela por isso o Afonso XI  concedeu o casamento por procuração e em 1336, o casamento aconteceu no Convento de S. Francisco, em Évora com a presença do príncipe e de representantes de Constança e em 1339 em Lisboa, o casamento aconteceu com a presença do noivos.
Depois do casamento Constança foi viver com o príncipe D. Pedro e com ela trazia várias aias entre elas vinha Inês de Castro.


Em 1340, D. Pedro e Constança tiveram o primeiro filho Luís mas morreu com uma semana de vida, em 1342, tiveram uma filha, infanta D. Maria, mas em 1345, Constança morreu ao ter o terceiro filho de ambos D. Fernando que viria a ser o herdeiro do trono de Portugal.
Na altura da morte de Constança, Inês de Castro encontrava-se exilada em Albuquerque em Castela por ordem do Rei de Portugal D. Afonso IV, por causa da amizade que D. Pedro com os irmãos de Inês de Castro e os rumores que D. Pedro tinha um romance com Inês de Castro e depois da morte da mulher D. Pedro mandou Inês de Castro regressar a Portugal contra a ordem do pai.
D. Afonso IV não tolerava esta união porque ela não ser de sangue real e o rei procurou várias formas para separar Pedro e Inês mas sem efeito, durante o relacionamento teve quatro filhos, três homens e uma mulher.
Então em 1355, D. Afonso IV revoltado com o caso do filho e Inês de Castro, o rei preparou um plano cruel, que era matar Inês de Castro, para isso chamou Pêro Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco e deu ordem a eles que a matassem quando D. Pedro estivesse ausente.
E a 7 de Janeiro o rei teve oportunidade de executar Inês de Castro, o rei e os homens foram até a Santa Clara, em Coimbra e lá a mataram.
D. Pedro revoltou-se contra o pai e entra em confronto com o pai saqueando e queimando a região entre Douro e Minho.


A reconciliação chegou no ano de 1357, com o pedido da mãe, nesse mesmo ano o rei D. Afonso IV morre deixando o trono para D. Pedro.
Com a morte de D. Afonso IV, D. Pedro I toma posse do trono de Portugal e escolheu como rainha a falecida de Inês de Castro.
A primeira ordem que deu foi que capturassem os assassinos de Inês de Castro e que levassem até ele para fazer justiça, os guardas conseguiram capturar Pero Coelho e Álvaro Gonçalves mas não havia sinais onde Diogo Lopes Pacheco estivesse acreditando que fugiu para o estrangeiro, os soldados trouxeram os dois homens até ao rei, segundo a lenda o rei mandou arrancar o coração de ambos, um mandou arrancar pelas costas e ao outro mandou arrancar pelo peito.
Muitos nobres eram contra o romance de Pedro e Inês e quando D. Pedro assumiu o trono e nomeou Inês de Castro como rainha começaram a contestar o rei e D. Pedro mandou desenterrar o corpo de Inês de Castro e obrigou os nobres do reino a beijar a mão de Inês, sob pena de morte.


Em seguida mandou fazer dois túmulos, um para Inês de Castro e outro para ele quando morresse e que instalassem os túmulos no Mosteiro de Alcobaça.
Como rei, D. Pedro I defendeu o país contra a influencia do papa e defendeu na defesa aos cidadãos menos favorecidos e punia de forma democrática e sem olhar a meios as pessoas que cometiam crimes.
D. Pedro I teve mais um filho D. João que no futuro viria a ser rei de Portugal, mas como não era herdeiro direto D. Pedro deu ao seu filho a Ordem de Avis.
D. Pedro I é o único rei do século XIV que não participou em nenhuma guerra e o reinado ficou marcado pela prosperidade financeira, ficando na memória como um bom reinado.
A 18 de Janeiro de 1367, D. Pedro I morreu em Estremoz com 46 anos e como desejado o rei foi sepultado no Mosteiro de Alcobaça e deixando o Reino para o filho D. Fernando I.

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