Hoje iremos falar de uma mulher que se opôs ao regime do Estado Novo e acabou por ser vítima do próprio regime e que após a sua morte se tornou um ícone da resistência contra o Estado Novo, hoje iremos falar de Catarina Eufémia.
Catarina Eufémia nasceu no dia 13 de Fevereiro de 1928, em Baleizão, no concelho de Beja, os pais eram trabalhadores agrícolas e pobres, para os pais trazerem dinheiro para casa nos seus trabalhos, Catarina começou desde criança a ajudar em casa, que impediu-a de estudar na escola primária.
Quando Catarina Eufémia chegou à adolescência começou a trabalhar na agricultura, nessa altura os trabalhadores agrícolas recebiam um salário baixo e os trabalhadores estavam descontentes e começaram a fazer greve, a GNR intervia nas greves para acabar com elas, a PIDE investigavam os grevistas para tentar descobrir quem era os comunistas que provocava a greve.
Nos primeiros anos de trabalho, Catarina Eufémia tornou-se militante do Partido Comunista Português, começando a frequentar as greves.
Aos 17 anos, Catarina Eufémia casou-se com António Joaquim, que trabalhava como operário fabril na Companhia União Fabril, obrigando Catarina a mudar-se para o Barreiro.
Algum tempo depois, António Joaquim é despedido e os dois regressaram a Baleizão, ela começou a trabalhar na agricultura e ele começou a trabalhar como cantoneiro.
No dia 19 de Maio de 1954, Catarina Eufémia liderou um grupo de 14 ceifeiras, que exigiam um aumento de dois escudos por dia, as ceifeiras foram encontrar com o proprietário dos terrenos agrícolas que elas trabalhavam, mas o proprietário chama a GNR, que chegaram rápido ao local e cercaram as ceifeiras, Catarina Eufémia naquele momento trazia o filho de meses ao colo, mesmo assim um guarda agride Catarina, que acaba por cair com o filho ao colo, quando estava a levantar-se o Tenente Carrajola dispara a sua pistola-metralhadora e atinge mortalmente Catarina Eufémia com três tiros.
Catarina Eufémia foi enterrada em Quintos, para evitar romarias, só após o 25 de Abril, os seus restos mortais foram trasladados, para Baleizão.



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