Hoje iremos falar de um rei que é conhecido pela suas construções e teve uma grande importância para o aumento da agricultura de Portugal, essa foi a razão do cognome o Lavrador.
D. Dinis nasceu no dia 9 de Outubro de 1261 em Lisboa, filho de D. Afonso III e Beatriz de Castela, durante a infância teve a educação dos aios do reino.
No dia 16 de Fevereiro 1279, D. Afonso III morre e com 17 anos D. Dinis assume o trono de Portugal.
D. Dinis como herdeiro do trono de Portugal, começou desde cedo a ser envolvido na vida politica portuguesa, em 1279 toma posse do trono com uma situação instável.
No inicio foi confinado a um conselho de regência chefiado pela mãe, mas D. Dinis tirou-a do lugar e retirando qualquer participação na governação, este conflito levou o seu avô, Afonso X de Castela, a encontrarem-se em Badajoz, mas D. Dinis rejeitou. D. Beatriz acabou por voltar para Castela.
Nos primeiros anos, D. Dinis teve de enfrentar a oposição do irmão mais novo, Infante Afonso, porque este reclamava direito ao trono, porque D. Dinis tinha nascido o pai ainda era casado com Matilde II, condessa de Bolonha, mas a reclamação não foi válida porque o casamento dos pais foi validada quando o Infante ainda não tinha nascido.
Em 1281, o infante Afonso construiu uma muralha à volta da vila de Vide, isso levou a D. Dinis enviar um exercito mas o infante acabou por fugir para Sevilha.
Em 1282 D. Dinis casou-se com Isabel de Aragão, que no futuro viria a tornar-se santa, com o casamento D. Dinis deu à esposa doze castelos e três vilas.
Por diversas ocasiões D. Dinis fez o Castelo de Leiria como casa e em 1300 doou o castelo à sua esposa D. Isabel.
Em 1283, D. Dinis escreve uma carta a anular as doações e privilégios que fez até à data que escreveu a carta, recuperando os mosteiros que ele doou, anulou estes privilégios e as doações por causa da sua idade imatura, com esta carta muitas famílias nobres desapareceram.
D. Dinis decidiu investir na cultura de Portugal.
Em 1286, o bispo de Évora fundou o Colégio dos Santos Elói, Paulo e Clemente conhecido por Hospital de São Paulo, para ensinar gramática, lógica e medicina.
Em 1290, D. Dinis fundou uma instituição de ensino chamado o Estudo Geral, em Lisboa, para ensinar artes, direito civil, direito canónico e medicina.
Em 1308, o Estudo Geral foi transferido para Coimbra, mais tarde foi designada universidade.
Em 1290, D. Dinis declara a língua galego-portuguesa como língua oficial do Reino de Portugal, sendo o seu uso estendido às fórmulas da prosa notarial.
D. Dinis distribuiu terras sem donos para aumentar a agricultura e criou várias zonas rurais, para aumentar a comunidade religiosas e agrícolas.
Portugal era conhecido por um reino exportador devido aos produtos em excesso que enviava para outros reinos, entre eles cereais, vinho, azeite, sal, peixe salgado e fruta seca.
Com o aumento comercial houve um aumento de feiras.
Mas os últimos anos do reinado de D. Dinis foi marcado pelo conflito interno com o seu futuro herdeiro D. Afonso IV, porque este receava que perdesse o trono para o filho bastardo, D. Afonso Sanches.
Em 1319, D. Afonso IV revolta-se com D. Dinis porque este não tinha abdicado do trono e com tropas do norte do país entra com violência a Coimbra e depois toma Leiria.
D. Dinis dirige-se para Leiria mas Afonso desloca-se para Santarém, depois volta para Coimbra e em 1321 toma Montemor-o-Velho, Santa Maria da Feira, Vila Nova de Gaia, Porto e Guimarães.
D. Isabel foi ao norte do país para convencer o filho que a rebeldia não era necessária, mas sem sucesso.
Em Coimbra, pai e filho se encontraram, D. Isabel tentou mais uma vez impedir a batalha, mas não teve efeito, a batalha começou numa ponte sobre o Rio Mondego e em Maio de 1322 a paz estabelecida.
Nesse mesmo ano D. Dinis sofreu um acidente vascular cerebral ficando debilitado.
Mas essa paz não seria muito duradoura, porque os conselheiros e aristocratas convenceram o rei a trazer o filho bastardo de regresso para Portugal, isso levou a Afonso a voltar-se contra o pai e este dirigiu-se para Lisboa para tentar surpreender o meio-irmão mas D. Dinis impede proibindo Afonso de entrar na cidade e foi ai que pai e filho se enfrentaram outra vez na Batalha de Alvalade, para evitar um desfecho trágico D. Isabel intervém diretamente na batalha, ao implorar que parassem de combater, a batalha acabou nesse momento, em 1324 pai e filho fizeram as pazes definitiva.
No ano seguinte D. Dinis acabou por morrer sendo sepultado no Mosteiro Medieval de S. Dinis, em Odivelas.



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